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EXPOSIÇÃO C.A.S.A.
c.a.s.a. – Natal Shopping Center – Natal – ago. 2005
c.a.s.a. – Conjunto Cultural da Caixa – Salvador – jan. 2005
c.a.s.a. – Conjunto Cultural da Caixa – São Paulo – jun. 2004
c.a.s.a. – Conjunto Cultural da Caixa – Brasília – dez. 2003
c.a.s.a. – Tribunal de Contas do RN – Natal – abr. 2003
CASA é uma série fotográfica que investiga a arquitetura vernacular e a paisagem do interior do Nordeste brasileiro. Casas simples — isoladas no sertão, entre coqueirais ou junto a pequenas comunidades — surgem como marcos silenciosos de permanência, resistência e memória.
Realizada em tonalidade sépia e com referências aos primórdios da fotografia, a série estabelece um diálogo entre território e identidade, revelando a casa não apenas como construção física, mas como símbolo de pertencimento, abrigo e história. CASA propõe um olhar contemplativo sobre o espaço doméstico como núcleo afetivo e cultural.
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C.A.S.A.
Um ensaio fotográfico de Ricardo Junqueira
Desde 1996, quando mudou de São Paulo para Natal, teve a oportunidade de viajar pelo Rio Grande do Norte, trabalhando ou simplesmente a passeio e sempre se encantou com a diversidade e a riqueza das construções, das casas das pessoas, que às vezes, apesar da pouca instrução formal ou mesmo com uma enorme dificuldade para sobreviver encontram maneiras de, com a maior dignidade, erguer sua moradia, em seu pedacinho de chão, e, além disso, são capazes de enfeita-los com algum canteiro florido ou algum adorno, até mesmo naquelas construções de adobe ou pau-a-pique, muitas vezes onde o esqueleto da casa está à mostra, causando algo como um desconforto, um ar de pena, ou dando a impressão de se tratar de uma de casa menos digna ou menos segura para aqueles que a habitam.
Em alguns lugares as condições climáticas, as secas repetidas acabam por obrigar as pessoas a abandonar suas terras, suas moradias e é também muito comum encontrar algumas ruínas, em outros locais, lugares que já pertenceram a famílias de posses, resquícios de um sistema de capitanias hereditárias, muitos que com o passar do tempo acabaram por perder sues bens e também abandonaram suas casas.
Este trabalho foi registrado em fotos ao longo dos quatro anos em que viajou e colheu material.
Parte deste patrimônio arquitetônico tão rico e por vezes tão esquecido, foi transformado em uma exposição onde me inspiro nas imagens de casas, ou conjunto delas, algumas abandonadas, outras em pleno uso, que retrato, depois, através de uma técnica que utiliza-se de meios alternativos de revelação de cópias em preto e branco, transformo em uma obra única, onde são mantidas as características do registro e acrescentados alguns elementos visuais que transformam as imagens em algo mais que um simples registro, onde posso me expressar através de elementos estéticos incorporados às imagens.
Tratam-se de 35 imagens com tamanhos que variam de 20x50 cm até
1,00 x 2,00 m.
A técnica utilizada é a fotografia, com revelação selectiva, tratada em laboratório pelo próprio artista.

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